As negociações em torno da nova tarifa cobrada sobre a energia gerada por Itaipu Binacional, que entrará em vigor em janeiro de 2027, buscam um preço abaixo do atual, além de unificar os valores para consumidores do Brasil e Paraguai, disse a jornalistas o diretor-geral brasileiro da hidrelétrica, Enio Verri.
Hoje, a tarifa que é aplicada ao consumidor brasileiro é de US$ 16,71/kW por mês, valor que se manterá até dezembro de 2026. Segundo Verri, este é o segundo menor preço de energia elétrica do Brasil e ficará ainda menor.
“A única coisa que eu posso afirmar com toda autoridade, será que agora o preço será menor. Isso está dado, não há mais que conversar”, garantiu.
O executivo não cravou, no entanto, qual será o novo preço, que deve ser anunciado até dezembro.
A decisão depende de negociações entre ministros de Relações Exteriores dos dois países.
Embora o Paraguai pague mais pela energia, US$ 19,28/kW, Verri assegura que as conversas começam em US$ 16,71/kW, o patamar pago pelos brasileiros.
- O principal componente para o cálculo da tarifa é o Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse), estabelecido em US$ 19,28/kW por mês entre os anos de 2024 e 2026.
- O valor aplicado ao consumidor é de US$ 16,71/kW por mês, valor da tarifa de Itaipu de 2025. Os US$ 2,57/kW por mês restantes são cobertos pela usina
Ele lembra que, em abril de 2024, os dois países assinaram uma ata sinalizando que a tarifa ficaria entre US$ 10 e 12/kW a partir de 2027.
No entanto, ele reconhece que não será simples chegar a este patamar, já que o objetivo é unificar os valores pagos por consumidores brasileiros e paraguaios.
Outro objetivo na revisão da tarifa é chegar a um preço que dispense a necessidade do chamado bônus de Itaipu.
O bônus é um ressarcimento por valores pagos a mais por consumidores rurais e residenciais pela eletricidade. Ele é autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quando há saldo positivo na Conta de Itaipu.
Com 14 GW de capacidade instalada, a maior hidrelétrica da América Latina responde por cerca de 7% do abastecimento nacional.
“A melhor maneira de ajudar não é repassar o dinheiro, é baixar a tarifa. Nós temos condições de ter uma tarifa menor, além de fazer a política ambiental que é muito necessária”, diz o diretor-geral.
*A jornalista viajou a convite e com despesas pagas por Itaipu Binacional
