O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira (9/4), ainda impulsionado por prêmios de risco diante das tensões elevadas no Oriente Médio, embora tenha reduzido grande parte do ganho ao longo da tarde após sinais de possível avanço diplomático envolvendo Israel e Líbano.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para junho avançou 1,23% (US$ 1,17), a US$ 95,92 o barril.
Já o petróleo WTI para maio fechou em alta de 3,66% (US$ 3,46), a US$ 97,87 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).
A valorização foi sustentada pela reprecificação do risco geopolítico após ataques recentes no Oriente Médio, que reacenderam temores de interrupções na oferta do óleo.
Ao longo da tarde, porém, os preços perderam fôlego com notícias de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pretende iniciar negociações diretas com o Líbano.
A XS.com pontua que a recente recuperação não indica necessariamente escassez real de oferta, mas sim a reintrodução de prêmios de risco, com o mercado reagindo a choques geopolíticos de curto prazo.
A casa destaca que o WTI tende a permanecer volátil, oscilando dentro de uma faixa ampla enquanto persistirem incertezas sobre a escalada do conflito.
Na mesma linha, o ANZ Research avalia que a recuperação da oferta global deve ser apenas parcial no curto prazo, em meio a danos na infraestrutura energética e gargalos logísticos.
Para a instituição, esse cenário pode sustentar preços elevados por mais tempo e aumentar a volatilidade, com risco de perdas permanentes de capacidade produtiva.
Já o Goldman Sachs revisou para baixo sua projeção para os preços do petróleo no segundo trimestre após o cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, citando menor prêmio de risco no curto prazo.
O banco americano prevê que o Brent ficará em US$ 90 o barril e o WTI em US$ 87 o barril no período, de US$ 99 e US$ 91 antes, respectivamente.
Ainda assim, o Goldman ressalta que os riscos seguem inclinados para cima, diante da possibilidade de novas interrupções na oferta.
Por Pedro Lima, com informações da Dow Jones Newswires