NESTA EDIÇÃO. Revendedores e distribuidoras de GLP pressionam MME por correção nos preços de referência do Gás do Povo, após leilão da Petrobras;
Petrobras parcela aumento de QAV; e avança com projeto Sergipe Águas Profundas;
CNPE define diretrizes para eólicas offshore e eleva mandato para biometano.
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Setor de GLP cobra correção da tabela do Gás do Povo após leilões de GLP da Petrobras
O leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), realizado esta semana pela Petrobras, elevou a pressão dos agentes do setor sobre o governo, para que a tabela dos preços de referência do programa Gás do Povo seja corrigida.
A estatal vendeu 70 mil toneladas de GLP no leilão de terça (31/3), com preços até 100% maiores que os cobrados na tabela da companhia, os chamados “preços em linha”. Repetiu, assim, a estratégia recente adotada para o diesel, de vender volumes adicionais com preços mais elevados.
O aumento dos custos de aquisição do gás de cozinha gerou insatisfações entre distribuidoras e revendedores – que ameaçam uma debandada do Gás do Povo, que garante carga 100% gratuita do botijão de 13 kg em revendas credenciadas para famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo.
- A Associação Brasileira das Entidades de Classe das Revendas de Gás (Abragás) destacou que o setor já considerava os valores de referência adotados pelo programa abaixo do praticado nos mercados regionais e que a expectativa, agora, é que o descasamento se agrave.
- Às vésperas do leilão, as distribuidoras, representadas pelo Sindigás, já vinham alertando também para a tendência de alta nos preços no mercado e cobram do Ministério de Minas e Energia (MME) a atualização dos preços de referência.
“Se o governo não adotar medidas urgentes para estancar essa situação de descontentamento das revendas, o programa corre risco de uma debandada dos credenciados”, afirmou o presidente da Abragás, José Luiz Rocha.
Pelas regras do programa, as revendas serão ressarcidas, justamente, com base no preço de referência do GLP.
O programa substituiu o Vale-Gás – herança do governo Jair Bolsonaro (PL) – e começou a ser implementado em novembro. Na semana passada, o Gás do Povo avançou mais uma fase de implementação e passou a beneficiar 15 milhões de famílias com a recarga gratuita.
O leilão da Petrobras provocou desdobramentos dentro da própria companhia, com o afastamento do gerente da área de Comercialização pela presidente, Magda Chambriard.
E eleva pressão por medidas do governo. Na terça, o MME comunicou que estuda outras ações para mitigar os efeitos econômicos da recente escalada do preço do petróleo – e citou o GLP como um dos “mercados mais sensíveis”.
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- E a Petrobras busca iniciar o descomissionamento da FPSO Cidade de Santos, previsto para 2027, ainda em 2026. Não é um caso isolado: a petroleira pretende antecipar, no próximo plano de negócios, a saída de plataformas por questões de segurança e integridade ambiental.
LR

