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Setor de GLP cobra correção da tabela do Gás do Povo após leilões de GLP da Petrobras

Revendedores de botijões de gás apontam risco de debandada do programa do governo federal

1ª reunião do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, com os secretários do Ministério (Fotos: Washington Costa/MF)
1ª reunião do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, com os secretários do Ministério (Fotos: Washington Costa/MF)

NESTA EDIÇÃO. Revendedores e distribuidoras de GLP pressionam MME por correção nos preços de referência do Gás do Povo, após leilão da Petrobras;

Petrobras parcela aumento de QAV; e avança com projeto Sergipe Águas Profundas;

CNPE define diretrizes para eólicas offshore e eleva mandato para biometano.


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O leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), realizado esta semana pela Petrobras, elevou a pressão dos agentes do setor sobre o governo, para que a tabela dos preços de referência do programa Gás do Povo seja corrigida.

A estatal vendeu 70 mil toneladas de GLP no leilão de terça (31/3), com preços até 100% maiores que os cobrados na tabela da companhia, os chamados “preços em linha”. Repetiu, assim, a estratégia recente adotada para o diesel, de vender volumes adicionais com preços mais elevados.

O aumento dos custos de aquisição do gás de cozinha gerou insatisfações entre distribuidoras e revendedores – que ameaçam uma debandada do Gás do Povo, que garante carga 100% gratuita do botijão de 13 kg em revendas credenciadas para famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo.

  • A Associação Brasileira das Entidades de Classe das Revendas de Gás (Abragás) destacou que o setor já considerava os valores de referência adotados pelo programa abaixo do praticado nos mercados regionais e que a expectativa, agora, é que o descasamento se agrave.
  • Às vésperas do leilão, as distribuidoras, representadas pelo Sindigás, já vinham alertando também para a tendência de alta nos preços no mercado e cobram do Ministério de Minas e Energia (MME) a atualização dos preços de referência.

“Se o governo não adotar medidas urgentes para estancar essa situação de descontentamento das revendas, o programa corre risco de uma debandada dos credenciados”, afirmou o presidente da Abragás, José Luiz Rocha.

Pelas regras do programa, as revendas serão ressarcidas, justamente, com base no preço de referência do GLP.

O programa substituiu o Vale-Gás – herança do governo Jair Bolsonaro (PL) – e começou a ser implementado em novembro. Na semana passada, o Gás do Povo avançou mais uma fase de implementação e passou a beneficiar 15 milhões de famílias com a recarga gratuita.

O leilão da Petrobras provocou desdobramentos dentro da própria companhia, com o afastamento do gerente da área de Comercialização pela presidente, Magda Chambriard.

E eleva pressão por medidas do governo. Na terça, o MME comunicou que estuda outras ações para mitigar os efeitos econômicos da recente escalada do preço do petróleo – e citou o GLP como um dos “mercados mais sensíveis”.



I

  • E a Petrobras busca iniciar o descomissionamento da FPSO Cidade de Santos, previsto para 2027, ainda em 2026. Não é um caso isolado: a petroleira pretende antecipar, no próximo plano de negócios, a saída de plataformas por questões de segurança e integridade ambiental.

LR

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