A Petrobras concluiu a licitação para a construção de duas plataformas no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), que juntas terão capacidade para produzir 200 mil barris de petróleo por dia e 18 milhões de metros cúbicos (m3) de gás natural. A informação foi dada pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante evento em São Paulo, nesta quarta (1º/4).
A executiva explicou que as duas unidades flutuantes de produção (FPSOs) serão contratadas. Inicialmente, havia a possibilidade de contratar apenas uma (SEAP-2), enquanto SEAP-1 permanecia sob análise de viabilidade econômica.
Entretanto, com o aumento das cotações internacionais do petróleo diante da escalada na guerra entre EUA/Israel contra o Irã, o projeto foi viabilizado. “Com esse aumento do preço do petróleo, nós pudemos viabilizar a SEAP-1”, afirmou Chambriard.
A licitação foi vencida pela SBM, que construirá ambas as plataformas. “A SBM acabou de vencer a licitação para produzir não só uma plataforma, mas duas, a SEAP-1 e a SEAP-2“, disse. Apesar da conclusão da licitação, ainda precisam ser cumpridas etapas burocráticas até a assinatura final do contrato.
O projeto Sergipe Águas Profundas representa a exploração de uma nova fronteira de petróleo e gás para o país. Além das plataformas, o ativo contará com um gasoduto de escoamento com capacidade para transportar até 18 milhões de m3 de gás por dia. “Isso é Nordeste, viu, gente?”, destacou Chambriard.
Na semana passada, a presidente da Petrobras esteve em Sergipe para alinhamento do projeto. Na sexta (27/3), ela se reuniu com o governador Fábio Mitidieri (PSD) no Palácio dos Despachos, ocasião em que foi assinado um protocolo de intenções para a comercialização do gás natural a ser produzido pelo SEAP.
Com início de produção previsto para 2030, o projeto tem impacto estimado de até R$ 37,8 bilhões no PIB estadual e geração de cerca de 200 mil empregos ao longo de sua implantação e operação, de acordo com o governo sergipano.
Durante o encontro, também foram discutidas a relevância da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) na cadeia de fertilizantes, a autorização para elaboração do plano diretor do Terminal Marítimo Inácio Barbosa e a inclusão do estado no programa Autonomia e Renda da Petrobras, entre outros temas.
Segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, a expectativa é que Sergipe produza de 15% a 20% do gás nacional com o projeto.