Primeiro óleo

Brava Energia inicia campanha de perfuração em Papa-Terra e Atlanta

Quatro novos poços serão perfurados em Papa-Terra e Atlanta até o primeiro tri de 2027; primeiro óleo está previsto, respectivamente, para final deste ano e início do próximo

FPSO Atlanta da Brava Energia em produção em águas profundas (Foto Divulgação)
FPSO Atlanta da Brava Energia em produção em águas profundas (Foto Divulgação)

A Brava Energia informou nesta segunda-feira (30/3) que iniciou a campanha de perfuração de quatro novos poços nos campos de Papa-Terra, na bacia de Campos, e Atlanta, na bacia de Santos. As atividades serão desenvolvidas por meio da sonda submersível de perfuração em águas ultraprofundas, Lone Star, operada pela Constellation, e a previsão é que sejam concluídas no primeiro trimestre de 2027.

Segundo o cronograma divulgado pela companhia — que em 2025 bateu recorde de produção, com mais de 80 mil barris por dia de óleo equivalente por dia (boed) —, a previsão é de que o primeiro óleo dos novos poços do campo de Papa-Terra ocorra no quarto trimestre de 2026 e o primeiro óleo de Atlanta seja anunciado no segundo trimestre de 2027.

“Com a implementação desses novos poços, avançaremos na captura de valor dos nossos ativos aumentando a produção, maximizando a eficiência da infraestrutura existente e reduzindo o custo por barril, o que reforça a resiliência e a competitividade do nosso portfólio”, afirmou em nota o diretor de operações offshore da Brava, Carlos Travassos.

A Brava informou que de março a setembro deste ano, serão perfurados os dois primeiros poços em Papa-Terra. Em outubro, será realizada a transferência da sonda para a perfuração dos dois poços de Atlanta.

O capex da campanha foi otimizado para a campanha integrada dos campos, sendo 65% para Atlanta e 35% para Papa-Terra. Para a realização dessas atividades, a companhia contará com os fornecedores McDermott, SLB, Baker Hughes, OneSubsea e Prysmian.

O campo de Papa-Terra é um ativo de produção de petróleo pesado localizado na bacia de Campos (bloco BC-20), acerca de 110 km da costa do Rio de Janeiro e 1.200 metros da lâmina d’água, operado pela Brava.

Já o campo de Atlanta está em uma lâmina d’água de 1.500 metros e é operado pela Brava com 80%de participação, em parceria com a Westlawn Americas Offshore (20%), através do FPSO Atlanta.

Por Denise Luna

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