Distribuição de biometano

Sulgás apresenta projeto do primeiro hub de biometano do Rio Grande do Sul

Expectativa é de que as operações iniciem em 2027; produtores deverão pagar tarifa de injeção definida pela Agergs

Sulgás injeta biometano da Bioo na rede; na imagem, trabalhadores uniformizados em operação da Sulgás (Foto Divulgação)
Sulgás injeta biometano da Bioo na rede (Foto Divulgação)

A Sulgás, distribuidora de gás canalizado do Rio Grande do Sul, lançou, nesta sexta-feira (27/3), o projeto do primeiro hub de biometano do estado, o Sulgás BioHub. A expectativa é de que as operações iniciem em 2027.   

A iniciativa consiste em uma estrutura que será instalada em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para recebimento e tratamento do gás antes da distribuição, com etapas de descompressão, controle de qualidade e medição certificada.

O objetivo é garantir que o biometano atenda às especificações técnicas e regulatórias para ser injetado na rede de gasodutos do Rio Grande do Sul. 

Segundo a distribuidora, o hub ampliará a oferta de biometano no estado e facilitará a entrada de novos produtores no mercado.

“Essa integração fortalece a segurança energética do Rio Grande do Sul e cria uma agenda positiva de desenvolvimento regional, com geração de valor para produtores, municípios e para toda a cadeia da economia circular“, disse a gerente executiva de estratégia da Sulgás, Thays Falcão.

A companhia vai publicar em abril o edital de recebimento de propostas de fornecedores da molécula. De acordo com a Sulgás, os produtores deverão pagar uma tarifa de injeção, que ainda será definida pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), voltada para a utilização da infraestrutura da companhia. 

Segundo a secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) do Rio Grande do Sul, Marjorie Kauffmann, o objetivo é consolidar o estado como uma referência em transição energética no Brasil. 

“Estamos criando um ambiente favorável à inovação, à atração de investimentos e ao desenvolvimento de novas cadeias produtivas sustentáveis, alinhadas à descarbonização da economia”, afirma Marjorie.

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