Minerais críticos

Lula defende terras raras para "recuperar cidadania" da América do Sul

"Vamos nos juntar para dizer que os minerais críticos e as terras raras serão uma forma de a gente recuperar a cidadania do povo latino-americano", defende presidente brasileiro

Lula durante cerimônia de entrega de título de Doutor Honoris Causa (in memoriam) a José "Pepe" Mujica, no Cenforpe, em São Bernardo do Campo (SP), em 19 de março de 2026 (Foto Ricardo Stuckert/PR)
Lula durante cerimônia de entrega de título de Doutor Honoris Causa (in memoriam) a José "Pepe" Mujica, no Cenforpe, em São Bernardo do Campo (SP), em 19 de março de 2026 (Foto Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (19/3), em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, que as terras raras e os minerais críticos existentes no Brasil são “a forma de recuperarmos a cidadania da América do Sul”.

“E agora eles querem nos explorar e fazer a mesma coisa que os espanhóis fizeram com minério de ferro e com ouro: levar e deixar os buracos que eles cavam. E dessa vez nós vamos nos juntar para dizer que os minerais críticos e as terras raras serão uma forma de a gente recuperar a cidadania do povo latino-americano”, disse Lula.

A fala de Lula foi uma resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem demonstrando interesse em explorar esses minérios do Brasil.

Para Lula, nenhum país estrangeiro poderia solucionar os problemas do Brasil, já que a resposta deve vir exclusivamente de nosso próprio território.

“A gente precisa adotar como princípio filosófico de vida que nós — e somente nós — poderemos resolver os nossos problemas, os problemas da nossa soberania, os problemas da integridade territorial e o problema da elevação de vida do povo brasileiro e do povo latino-americano”, concluiu.

Segundo Lula, não será Trump quem vai resolver os problemas da América do Sul.

“Tem países que acham que o Trump vai resolver os problemas que atingem os países da América. Os espanhóis ficaram 500 anos e não resolveram. Os ingleses também ficaram por lá por um tempo e não resolveram. Os americanos não resolveram”, disse.

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