Conhecida como a Capital do Petróleo, por sua importância logística para exploração e produção da Bacia de Campos, Macaé, no Norte Fluminense, tem recebido empresas interessadas em se estabelecer no município de olho no potencial de desenvolvimento do setor de eólicas offshore, disse o secretário de Políticas Energéticas, Vicente Cardoso.
Em entrevista ao estúdio eixos, durante participação na Macaé Energy 2026, ele cita que Macaé possui a “cultura do petróleo” — em referência à vocação do município para atividades de apoio logístico offshore.
“Quando a gente fala de eólicas offshore é um segmento diferenciado, dito o tamanho dos componentes das eólicas. Então, são componentes gigantes e a posição estratégica do município de Macaé, tendo aqui a facilidade do mar, costeando praticamente o município todo, faz com que a gente avance nessa discussão”, disse.
Ele destaca que o arranjo produtivo das operações offshore já está fixado no município, mas que falta desenvolver capacitação.
“É óbvio que agora a gente vai ter que encontrar qualificação profissional para essa mão de obra, que é uma qualificação diferente, mas quando eu falo de cultura, eu falo dessa condição dos últimos 50 anos a gente ter feito essa atividade offshore com bastante propriedade”.
O governo federal espera aprovar as diretrizes para o primeiro leilão de eólicas offshore no país, na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) — ainda sem data confirmada.
Principais pontos da entrevista
- Macaé retoma protagonismo com plano de recuperação de campos maduros da Petrobras, projeto de Raia e de novas térmicas a gás;
- Investimentos em CCS em Macaé são uma possibilidade, estão em estudos preliminares, mas Petrobras ainda precisa anunciar claramente quais são suas intenções;
- Macaé implementa pontos de ônibus com painéis solares.
Veja a cobertura do estúdio eixos direto da Macaé Energy: