A nova descoberta de gás natural da Petrobras na Colômbia, anunciada nesta quarta-feira (18/3) em parceria com a Ecopetrol, reforça o potencial da nova fronteira gasífera do país vizinho.
A estatal brasileira mira inicialmente o abastecimento do mercado colombiano, mas tem planos de exportar gás no futuro, a depender do sucesso exploratório na região.
A Petrobras informou, aliás, que a descoberta no poço exploratório Copoazu-1, no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas, “adiciona um maior volume de gás para contribuir com a segurança energética da região”.
Copoazu-1 encontra-se a 36 km da costa, a uma lâmina d’água de 964 metros e a uma distância de 8 km dos poços Sirius-1 (descobridor) e Sirius-2 (de avaliação) — onde já foram confirmados volumes superiores a 6 trilhões de pés cúbicos (TCF) in place.
A previsão do consórcio, operado pela Petrobras (44,44%), em parceria com a Ecopetrol (55,56%), é começar a produzir Sirius em 2030.
Petrobras vai exportar gás da Colômbia?
As empresas ainda vão se dedicar a analisar o potencial da nova descoberta, que confirmou a “presença de gás em outro objetivo além do objetivo principal”, segundo a Petrobras.
Só a partir da confirmação do pleno potencial de Copoazu-1, e da continuidade da campanha exploratória na região, será possível precisar se a Petrobras terá condições de exportar gás colombiano — eventualmente, para o Brasil.
O gás de Sirius já está contratado. Em dezembro, o consórcio comercializou 100% do volume disponível do campo — o equivalente a 7 milhões de m³/dia.
Foram assinados, na ocasião, 66 contratos vinculativos, sujeitos a condições, com 17 contrapartes.
A Colômbia é deficitária em gás natural e o projeto Sirius está sendo concebido com foco no abastecimento interno.
Uma vez confirmadas novas grandes descobertas no local e garantida a autossuficiência colombiana, a exportação, inclusive para o Brasil, via gás natural liquefeito (GNL) poderá se tornar uma realidade no futuro.
Em entrevista ao estúdio eixos, em 2025, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, já havia antecipado que a companhia avaliava a possibilidade de exportação via GNL.
