Choque do petróleo

Governo não conversou com empresas antes de anunciar medidas para reduzir impactos nos combustíveis, diz IBP

Em 2023, taxa temporária sobre exportação de petróleo foi judicializada por petroleiras

Presidente do IBP, Roberto Ardenghy, durante entrevista ao estúdio eixos na OTC Brasil 2025, no Rio, em 28 de outubro de 2025 (Foto Juliana Rezende/agência eixos)
Presidente do IBP, Roberto Ardenghy, fala ao estúdio eixos na OTC Brasil 2025, em 28 de outubro de 2025 (Foto Juliana Rezende/agência eixos)

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) afirmou que a entidade e as empresas associadas não foram chamadas pelo governo para discutir as medidas anunciadas na quinta-feira (12/3) para mitigar os impactos da alta do petróleo sobre os preços dos combustíveis no Brasil.

Em nota, o IBP afirmou que “está avaliando os possíveis efeitos no setor”.

O governo anunciou um imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto e de diesel, como parte do pacote para evitar o aumento do preço do combustível nas bombas. 

A medida provisória 1340/2026 estabelece uma alíquota de 12% sobre as exportações de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, e fixa uma taxa de 50% sobre as exportações de óleo diesel.

O imposto compensa a suspensão das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de uma subvenção econômica de até R$ 0,32 por litro a produtores e importadores do combustível.

A decisão vem na esteira das medidas para lidar com a alta internacional com os preços de combustíveis, em meio à escalada de preços devido ao conflito no Oriente Médio.

Não é a primeira vez que o governo Lula estabelece um imposto de exportação sobre o petróleo. Em 2023, o governo criou uma taxação temporária de 9,2% sobre exportação de petróleo cru, para compensar a desoneração parcial de gasolina e etanol.

Na época, a medida foi alvo de intensa judicialização.

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