Queda na oferta

IEA: guerra no Oriente Médio provoca interrupção recorde na oferta de petróleo

Em março, a oferta deve cair 8 milhões de bpd, para 98,8 milhões de bpd, no menor nível desde o primeiro trimestre de 2022

Ampla reforma no edifício Challenger para aprimorar a eficiência energética, incluindo instalação de fachadas ventiladas, sistemas de iluminação avançado, bombas de calor e 25 mil metros quadrados de painéis solares fotovoltaicos (Foto IEA)
Ampla reforma no edifício Challenger para aprimorar a eficiência energética, incluindo instalação de fachadas ventiladas, sistemas de iluminação avançado, bombas de calor e 25 mil metros quadrados de painéis solares fotovoltaicos (Foto IEA)

A Agência Internacional de Energia (IEA) reduziu drasticamente sua previsão de avanço da oferta de petróleo um dia após uma liberação histórica de estoques emergenciais, à medida que a guerra no Oriente Médio prejudica os fluxos através de uma das rotas de trânsito de petróleo mais críticas do mundo.

Em relatório mensal divulgado nesta quinta-feira (12/3), a organização, com sede em Paris, — que representa as principais nações consumidoras de petróleo — agora prevê crescimento de 1,1 milhão de barris por dia (bpd) na oferta neste ano, ante os 2,4 milhões de bpd estimados anteriormente.

O aumento integral da oferta deverá vir de fora da aliança Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), uma vez que o conflito força os principais produtores do Golfo a reduzir a produção.

Em março, a oferta deve cair 8 milhões de bpd, para 98,8 milhões de bpd, no menor nível desde o primeiro trimestre de 2022.

“A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção de oferta na história do mercado global de petróleo”, disse a AIE, acrescentando que, no mês passado, o suprimento mundial cresceu 380 mil bpd.

O Estreito de Ormuz — rota vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo — permanece efetivamente fechado. O Irã tem atacado navios cargueiros e infraestrutura energética-chave na região.

Produtores importantes, como Kuwait e Iraque, começaram a cortar a produção. Já a Arábia Saudita tem redirecionado os fluxos para canais alternativos.

Do lado da demanda, a IEA cortou sua projeção de avanço global para este ano para 640 mil bpd, ante 850 mil bpd, à medida que incertezas do conflito e a consequente alta do petróleo pesam sobre o consumo.

Apenas para março e abril, a agência reduziu sua previsão de avanço na demanda em cerca de 1 milhão de barris.

Ontem, a IEA anunciou planos de liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio.

Com informação da Dow Jones Newswires

Inscreva-se em nossas newsletters

Fique bem-informado sobre energia todos os dias