Sanções à Rússia

Von der Leyen defende teto ao petróleo russo e diz que não é hora de aliviar sanções

Presidente defende manutenção do teto de preços do petróleo russo como forma de limitar receitas de Moscou

Ursula von der Leyen fala, à tribuna, durante sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, em 6 de outubro de 2025 (Foto Parlamento Europeu)
Ursula von der Leyen fala no plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, em 6 de outubro de 2025 (Foto Parlamento Europeu)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que não é o momento de aliviar as sanções contra a Rússia e defendeu a manutenção do teto de preços do petróleo russo como forma de estabilizar os mercados e limitar as receitas de Moscou em meio às tensões no Oriente Médio.

Em publicação no X nesta quarta-feira (11/3), Von der Leyen disse que discutiu uma resposta coordenada do G7 para a situação no Irã e na região em conversa organizada pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

Segundo a chefe do braço executivo europeu, a aplicação do teto para o petróleo russo pode ajudar a conter a volatilidade energética em um momento de maior risco geopolítico.

“Aplicar o teto de preços do petróleo ajudará a estabilizar os mercados e limitar as receitas da Rússia. Este não é o momento de relaxar as sanções contra a Rússia”, escreveu.

A dirigente também afirmou que a prioridade imediata das autoridades é garantir a continuidade dos fluxos de energia globais, sobretudo a navegação pelo Estreito de Ormuz, que classificou como “crítica para a economia global”.

Ela acrescentou que discutiu o tema com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Von der Leyen saudou a decisão da Agência Internacional de Energia (IEA) de disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de reservas de emergência para aliviar as tensões na oferta global. O diretor-executivo da instituição, Fatih Birol, fez o anúncio mais cedo.

A presidente da Comissão Europeia ainda disse que os líderes concordaram em trabalhar com parceiros regionais para evitar uma ampliação do conflito e restaurar a estabilidade no Oriente Médio.

Por Pedro Lima

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