O governo da Colômbia vai substituir cinco quilômetros de tubulação do lado colombiano do gasoduto binacional Antonio Ricaurte, que liga o país à Venezuela.
O gasoduto tem 225 quilômetros de extensão e tem capacidade de transportar cerca de 14,16 milhões de metros cúbicos de gás por dia da Venezuela para a Colômbia.
A estrutura foi inaugurada em 2007, mas teve a atividade interrompida em 2019, antes da ativação da ligação entre os países.
O anúncio ocorreu na quarta-feira (11/3), depois que o ministro de Minas e Energia do colombiano, Edwin Palma, a diretora da Autoridade Nacional de Licenças Ambientais (Anla), Irene Vélez Torres, e representantes da PDVSA Colômbia chegaram a um acordo para executar as obras no trecho de cinco quilômetros de tubulação que foi desmontado na Colômbia
O acordo prevê ainda a reativação da licença ambiental do gasoduto e a instalação de uma mesa técnica de acompanhamento das obras.
“O governo tem a vontade política de restabelecer a cooperação energética com a Venezuela e avançar em soluções que fortaleçam o abastecimento de gás para o país”, disse Palma, em nota.
Para o governo colombiano, a reativação do gasoduto é considerada uma forma de reforçar o fornecimento de gás na Colômbia nos próximos anos, em meio ao aumento da demanda energética do país.
“As instruções do presidente Gustavo Petro foram claras e, na Anla, estamos trabalhando na revisão do estado da licença para permitir sua reativação”, disse Torres.
Em fevereiro, os dois países concordaram em ampliar a colaboração energética por vias como a importação de gás, a adequação da infraestrutura energética binacional e o fortalecimento das linhas de interconexão elétrica entre os dois países.
A retomada da integração energética entre os países ocorre depois que os Estados Unidos invadiram a Venezuela em janeiro e capturaram o então presidente Nicolás Maduro.