A Petrobras está mais bem posicionada do que outras companhias com o aumento das taxas de frete para petroleiros devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, disse, nesta sexta-feira (6/3), o diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Schlosser.
As taxas médias à vista de afretamento para superpetroleiros (VLCCs, em inglês) alcançaram máximas históricas com a interrupção na navegação no estreito devido à guerra no Oriente Médio, segundo a Moody’s — e ultrapassaram os 350 mil dólares por dia.
Segundo Schlosser, a Petrobras tem mais de 30% do frete em contratos de longo prazo, enquanto a média do mercado é inferior a 10%.
O panorama geral dos diretores da companhia é de que ela está conseguindo contornar as consequências da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
“A estratégia comercial da Petrobras foi criada justamente para momentos dessa natureza, onde você tem essa volatilidade tão grande (do preço do Brent)”, afirmou Schlosser.
A Petrobras tem, ainda, outras vantagens no cenário da guerra, como abastecer mercados fora da região do conflito, como Índia, China e países da Europa.
“A foto do momento que a gente tem percebido é que isso tem se refletido em um netback favorável à Petrobras. Então, a gente tem observado essas margens melhores, mesmo com essa questão do frete”, disse Schlosser.
Sobre o mercado de derivados, o diretor comentou que a petroleira não está com dificuldade em cumprir o planejamento e tem identificado as frentes de importação mais atrativas.
