A Petrobras atingiu recorde de reposição de reservas em 2025, indicou a estatal em compilado do desempenho do ano passado (.pdf) publicado na quinta-feira (6/3).
O índice de reposição de reservas orgânico da companhia foi de 175%, com 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) de reservas provadas. Trata-se do maior volume de reservas provadas da companhia nos últimos 10 anos.
O aumento do volume se deve à incorporação de 1,7 bilhão de barris de petróleo em 2025. Com a elevação, a relação entre a reserva aprovada e a produção está em 12,5 anos.
“Nosso índice de reposição de reservas e a nossa relação de reservas provadas e a produção têm se mostrado bastante maiores do que os dos nossos pares da indústria”, disse a presidente da estatal, Magda Chambriard, em coletiva nesta sexta-feira (6/3).
Segundo Chambriard, o crescimento da produção no ano foi “sem precedentes”.
A Petrobras produziu 2.990 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MBoed) de óleo e gás, aumento de 11% em relação a 2024, quando foram produzidos 2.698 MBoed.
O resultado foi impulsionado pelas novas plataformas do pré-sal, como o FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, que se tornou a plataforma com maior produção no país e alcançou a produção de cerca de 240 mil barris por dia (mbpd).
Fluxo de caixa cai 5%, enquanto Brent caiu 14%
Mesmo com uma queda de 14% do Brent em 2025, o crescimento da produção permitiu à petroleira ter uma redução do fluxo de caixa operacional de apenas 5%, indo de US$ 38 bilhões, em 2024, para US$ 36 bilhões no ano passado.
“Manter os resultados do mesmo patamar do ano passado, desafiados por uma queda de 14% do Brent, demonstra que nosso resultado é robusto, sustentado por ativos de qualidade, de alto retorno e rápida geração de caixa”, disse o diretor Financeiro da companhia, Fernando Melgarejo.
A petroleira registrou, ainda, a venda de 1,75 milhão de barris de derivados por dia no mercado interno e um aumento de 5,2% nas vendas de diesel.
“Outro ponto importante é que 70% do óleo processado em nossas refinarias veio do pré-sal, o que contribuiu para a geração de derivados de maior valor agregado para a redução de emissões e para a otimização da nossa logística”, afirmou Melgarejo.
Crescimento de quase US$ 10 bilhões nas dívidas
Em 2025, a Petrobras chegou a US$ 69,8 bilhões em dívidas, crescimento de quase US$ 10 bilhões com relação ao ano anterior. O valor está dentro do limite estabelecido no plano de negócios 2025-2029, de US$ 75 bilhões.
De acordo com Melgarejo, 62% do valor do endividamento vem do arrendamento de plataformas, barcos e sondas, que são ativos geradores de receitas.
“Em 2025, só a entrada em operação do FPSO Almirante Tamandaré gerou dívida de US$ 2,6 bilhões, e do FPSO Alexandre Gusmão, mais de US$ 1,1 bilhão (…) As duas plataformas adicionaram 270 mil barris dia de capacidade somente para a Petrobras”, comentou o diretor.
