Os países membros da União Europeia aprovaram nesta quinta (5/3) a nova meta climática de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040. Ela passará a fazer parte da legislação do bloco, apesar da resistência política de Eslováquia, Hungria, Polônia e República Tcheca.
Após um acordo alcançado em novembro de 2025, a proposta do Conselho Europeu foi flexibilizada para permitir que 5% da ambição possa ser cumprida por meio de compensações com créditos de carbono de países em desenvolvimento.
Na prática, a meta exigirá uma redução de 85% nas emissões europeias em comparação com os níveis de 1990.
Foi um meio termo encontrado entre nações que queriam mais ambição — como a Espanha, que tem sofrido com o agravamento das secas e dos incêndios florestais — e os que queriam menos, a exemplo de Polônia e Itália.
Os Estados-Membros também chegaram a um acordo sobre as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) ao Acordo de Paris, que visa reduzir as emissões líquidas de gases com efeito de estufa em 66,25% a 72,5% em relação aos níveis de 1990 até 2035.
A meta inclui todos os setores da economia e todos os gases com efeito de estufa. O objetivo final é a neutralidade climática da UE até 2050.
