Preço do barril

Petróleo fecha em alta com tensões entre EUA e Irã dosadas por perspectiva de oferta global

Brent avança 0,34%, a US$ 67,75, com possibilidade de novos aumentos de oferta da commodity no primeiro semestre do ano

Receitas de países dependentes de petróleo podem ter queda pela metade em cenário de transição energética acelerada, diz Carbon Tracker Initiative. Na imagem: Cavalos-de-pau para a produção onshore de petróleo, em Oklahoma (EUA), com turbinas eólicas ao fundo (Foto Mike/RJA1988/Pixabay)
Em um cenário de aquecimento limitado a 1,8°C, a Petrobras está entre as empresas com queda da produção pela metade (Foto Mike/RJA1988/Pixabay)

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira (13/2), com investidores avaliando as tensões persistentes entre os Estados Unidos e o Irã. O avanço, contudo, foi limitado pela possibilidade de novos aumentos de oferta da commodity no primeiro semestre do ano.

Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,34% (US$ 0,23), a US$ 67,75 o barril, enquanto o petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 0,08% (US$ 0,05), a US$ 62,89o barril.

Na semana, WTI e Brent cederam 1,04% e 0,44%, respectivamente.

Em sessão volátil, a commodity chegou a operar em queda pela manhã, mas firmou alta ao longo da tarde após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que está enviando um segundo porta-aviões para o Oriente Médio “caso não façamos um acordo” com Teerã, voltando a ameaçar o Irã caso as negociações não resultem em um acordo nuclear.

O governo dos EUA decidiu enviar nesta sexta-feira o maior porta-aviões do mundo para a região em apoio a outra embarcação do tipo que já está no local.

Já no front europeu, o Kremlin informou que uma nova rodada de negociações entre Rússia, EUA e Ucrânia ocorrerá nos dias 17 e 18 de fevereiro, em Genebra, na Suíça.

Segundo a Reuters, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) tende a retomar o aumento da oferta de petróleo a partir de abril, segundo três fontes do cartel, à medida que o grupo se prepara para o pico da demanda durante o verão do Hemisfério Norte e os preços são sustentados pela tensões geopolíticas.

A Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês) ainda reduziu sua projeção de crescimento da demanda global neste ano.

“As ofertas globais a curto prazo permanecem abundantes e os futuros do petróleo provavelmente estão mantendo um prêmio geopolítico de US$ 5 a US$ 7 por barril”, diz a BOK Financial.

Por Thais Porsch, com informações da Dow Jones Newswires

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