Importação de gás

Argentina abre licitação internacional para importação e comercialização privada de GNL

Governo afirma avançar em esquema competitivo para suprimento de GNL nos meses de maior demanda, reforçando previsibilidade da operação

O gás argentino, inclusive o de Vaca Muerta [na imagem], é uma ameaça ao hidrogênio de baixo carbono no Brasil? (Foto Divulgação)
Instalações onshore de Vaca Muerta, na Argentina | Foto Divulgação

O governo argentino anunciou a abertura de uma licitação pública nacional e internacional para a importação e a comercialização privada de gás natural liquefeito (GNL) destinado ao mercado interno.

Com a iniciativa, o governo afirma avançar em um esquema competitivo para o suprimento de GNL nos meses de maior demanda, reforçando a transparência e a previsibilidade da operação.

Segundo o comunicado oficial, a licitação selecionará um distribuidor responsável por importar o GNL, realizar a regaseificação e vender o gás no mercado doméstico, utilizando a capacidade disponível do terminal de Escobar, com ponto de entrega em Los Cardales.

O objetivo é que a provisão do insumo seja definida “mediante competição, com regras claras e rastreabilidade”.

O processo contará com uma etapa de pré-qualificação para avaliar antecedentes e solvência das empresas interessadas.

O modelo prevê a escolha de um único operador, que ficará encarregado de coordenar integralmente a programação de navios, a gestão de estoques e o uso da unidade flutuante de regaseificação.

O grupo escolhido será definido pela oferta de menor valor adicional, em dólares por milhão de BTU (USD/MMBTU), sobre o referencial europeu TTF em uma estrutura de preços que deverá cobrir os custos logísticos e operacionais da operação.

De acordo com os parâmetros aprovados, o vencedor deverá firmar um contrato de serviços e acesso com o titular ou cessionário da capacidade do terminal.

A alocação total da capacidade está prevista para o período de inverno, de 1º de abril a 30 de setembro de 2026.

O contrato terá duração de um ano a partir da assinatura, com possibilidade de acordos para otimizar a capacidade fora desse prazo.

A resolução estabelece um cronograma de referência de cerca de 40 dias para a conclusão do processo e delega à estatal Enarsa a condução da convocatória e da execução operacional da licitação.

Por Pedro Lima

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