Nova indústria

Chamada de inovação tem R$ 500 milhões para transição energética

Serão 13 editais com R$ 3,3 bilhões de subvenção econômica destinados a empresas com propostas alinhadas à Nova Indústria Brasil (NIB)

Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial da Acelen Agripark, em Montes Claros (MG), para produção SAF e diesel verde (HVO) a partir de macaúba (Foto Ricardo Botelho/MME)
Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial da Acelen Agripark, em Montes Claros (MG), para produção SAF e diesel verde a partir de macaúba (Foto Ricardo Botelho/MME)

O governo federal lançou nesta sexta (6/2) a segunda rodada de seleção pública dos Programas Estruturantes e Mobilizadores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com R$ 3,3 bilhões para financiar empresas brasileiras. Desse total, R$ 500 milhões são destinados a projetos de transição energética.

Ao todo, serão 13 editais com R$ 3,3 bilhões de subvenção econômica (não reembolsáveis).

As chamadas ocorrem por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Programa Mais Inovação e engloba às linhas temáticas definidas para os seis setores estratégicos da Nova Indústria Brasil (NIB): cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional.

Os itens financiáveis são gastos de pessoal, serviços de consultoria, equipamentos e material de consumo, dentre outros.

O objetivo é promover a reindustrialização nacional com foco em sustentabilidade, autonomia tecnológica e diminuição da dependência externa, com geração de empregos e renda para o país, segundo o governo.

O eixo de transição energética receberá a maior parte dos recursos. Há também R$ 200 milhões disponíveis para transformação mineral e R$ 150 milhões para economia circular e cidades sustentáveis.

O eixo de mobilidade sustentável receberá R$ 120 milhões, enquanto semicondutores têm R$ 100 milhões.

No ciclo anterior, em 2024 e 2025, o MCTI e a Finep lançaram 13 editais de subvenção econômica, disponibilizando R$ 2,5 bilhões em recursos não reembolsáveis para impulsionar projetos inovadores e de alto risco tecnológico. 

Ao todo, foram contratados mais de 200 projetos, que envolveram mais de 400 empresas parceiras e 140 instituições científicas e tecnológicas.

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