O mercado brasileiro de gás natural ganhou dois novos comercializadoras, com a entrada da Deal Comercializadora de Gás Natural e da Saturno Gas Trading e Soluções.
As duas companhias estrearam recentemente como carregadoras – agentes que contratam capacidade no sistema de gasodutos de transporte – e têm feito seus primeiros testes no mercado desde o fim do ano passado.
A Deal fechou seus primeiros contratos diários, com a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), para injetar na EMED Corumbá (MS) – porta de entrada do gás boliviano e argentino no Gasbol.
A trader paulista fechou, em janeiro, quatro contratos diários – o maior deles para movimentação de 346 mil m³ no dia 22 de janeiro.
A comercializadora tem autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para importar gás da Bolívia e Argentina.
Tem acordo de suprimento com a Tecpetrol, uma das principais produtoras de gás não-convencional de Vaca Muerta.
A Deal (ex-Seal Energy) é uma trader com 15 anos de histórico no setor elétrico. No mercado varejista de energia, a empresa responde por um market share inferior a 1%, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). É comandada por Rodrigo Cosac Nacacio e tem Amauri Yamada como sócio
Já a Saturno tem feito testes de contratação de capacidade desde dezembro de 2025. Na oferta de capacidade para 2026, assinou contrato com as três principais transportadoras.
A companhia foi criada em 2025 por Brian Pease, o CEO, ex-BTG Pactual, PetroChina e Rosneft; e Leonardo Bento, ex-Shell.
A companhia tem autorização da ANP para importar gás da Bolívia e Argentina.
Novos carregadoras
Além das estreias da Deal e Saturno, o mercado ganhou novos carregadores em 2026.
São figurinhas conhecidas no setor, mas que decidiram assumir, agora, a contratação de capacidade nos gasodutos, dentro da gestão de portfólio.
- a Comgás estreou contratando uma capacidade anual de saída de 2,07 milhões de m³/dia na NTS e TBG; e de 231 mil m³/dia na modalidade interruptível com a TBG;
- e a GNLink assinou seu primeiro contrato como carregadora: saída de 20 mil m³/dia com a TAG na Bahia, para seu projeto estruturante com a Bahiagás.