A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberam 16 propostas para o primeiro edital do ProFloresta+.
Segundo as organizações, o resultado é bem superior à expectativa de contratação prevista e evidencia o interesse do mercado em projetos de restauração florestal com geração de créditos de carbono de alta integridade.
A Petrobras e o BNDES consideram, ainda, que o resultado reforça o papel do ProFloresta+ como instrumento para o desenvolvimento do mercado voluntário de carbono no Brasil e para a ampliação da restauração ecológica na Amazônia.
Lançado em novembro passado, durante a COP 30, o edital prevê a compra, pela Petrobras, de créditos de carbono originados a partir de projetos de restauração ecológica com espécies nativas no bioma amazônico com padrões rigorosos de integridade através de contratos de longo prazo.
O objetivo do primeiro edital é adquirir 5 milhões de créditos, distribuídos em cinco contratos de 1 milhão de Unidades de Carbono Verificadas (VCUs, em inglês) cada. O prazo para entrega de propostas se encerrou na última sexta-feira (9/1).
Os projetos vencedores poderão acessar financiamento diferenciado do BNDES, como linhas do Fundo Clima voltadas à restauração com espécies nativas.
“O volume de propostas apresentadas indica que o ProFloresta+ responde a uma demanda concreta por iniciativas de restauração florestal com elevados padrões de integridade”, disse a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, em nota.
“O programa foi concebido como política pública de indução, capaz de combinar previsibilidade, critérios técnicos rigorosos e alinhamento à agenda climática, criando condições para ampliar a restauração ecológica em larga escala no país”, completou.
As propostas agora seguem para a fase de avaliação de efetividade técnica, seguindo os critérios estabelecidos no edital, que incluem dentre outros, requisitos rigorosos de integridade ambiental e salvaguardas socioambientais.
A Petrobras escolherá o conjunto de propostas que representem o menor desembolso para o número total de créditos de carbono que se deseja contratar.
De acordo com a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angelica Laureano, o interesse do mercado pelo ProFloresta+ reforça o potencial brasileiro no mercado de carbono de base natural.
“A compra de créditos, como ferramenta complementar em nossa trajetória de descarbonização, traz a possibilidade de atingirmos resultados ainda mais ambiciosos do que os possíveis com a descarbonização intrínseca das nossas operações, ao mesmo tempo em que contribuímos para a preservação dos ecossistemas brasileiros”, afirmou a diretora da estatal.
O resultado do certame, com indicação dos vencedores, dos volumes contratados e do valor a ser pago pelos créditos, será informado pela Petrobras após conclusão do processo licitatório, prevista para o primeiro semestre de 2026.
