Tensões geopolíticas

Petróleo despenca 4% com riscos geopolíticos perdendo força

Brent para março cai 4,14%, a US$ 63,76, com tensões geopolíticas que elevaram o preço perdendo força

Bombas cavalos-de-pau (pumpjacks) para exploração onshore de petróleo, com céu azul ao fundo (Foto Brigitte Werner/Pixabay)
Bombas cavalos-de-pau (pumpjacks) para exploração onshore de petróleo (Foto Brigitte Werner/Pixabay)

O petróleo fechou em queda maior que 4% nesta quinta-feira (15/1), e encerra uma sequência de cinco sessões consecutivas de alta, com as tensões geopolíticas que vinham puxando os preços para cima perdendo ímpeto, sobretudo no Irã, à medida que avançam as negociações.

Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 4,14% (US$ 2,76), a US$ 63,76 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 4,56% (US$ 2,83), a US$ 59,19 o barril.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou a Teerã que não atacará o país e pediu que o Irã também demonstre moderação, de acordo com um enviado do país persa no Paquistão.

Ao mesmo tempo, o jornal The New York Times informou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu pessoalmente para que Trump adiasse um ataque militar.

Segundo analistas, os comentários reduziram o prêmio de risco que havia se acumulado nos últimos dias. Na quarta-feira (14/1), o Brent chegou a US$ 66,82, o nível mais alto desde o mês de setembro.

“Passamos de uma alta probabilidade de Trump atacar o Irã para uma baixa probabilidade, e isso é a principal fonte da pressão sobre os preços hoje”, afirma Phil Flynn, analista do Price Futures Group.

Na quarta, o presidente norte-americano teve uma ligação telefônica com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, o que complementa as negociações entre os dois países apesar da continuidade nas apreensões de petrolíferos venezuelanos no Caribe por parte dos EUA.

Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que seu governo e a Arábia Saudita estão cooperando de forma estreita como parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), ajudando a estabilizar o mercado de petróleo.

Por Darlan de Azevedo, com informações da Dow Jones.

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