Tensões geopolíticas

Petróleo fecha em alta, acompanhando escalada de tensões e eventual intervenção dos EUA no Irã

Brent para março avança 1,6%, a US$ 66,52, com ameaça de ataque norte-americano ao Irã

Petróleo fecha em alta, acompanhando escalada de tensões e eventual intervenção dos EUA no Irã

O petróleo fechou em alta acima de 1% nesta quarta-feira (14/1), continuando o avanço das cotações que segue a escalada de tensões no Irã.

Os protestos contra o regime, assim como a repressão, vêm sendo acompanhados da perspectivas de uma intervenção de Washington, o que levaria a crise a outro nível.

Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 1,6% (US$ 1,05), a US$ 66,52 o barril., enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 1,42% (US$ 0,87), a US$ 62,02 o barril. 

Ambos renovaram os maiores níveis desde setembro e outubro de 2025, respectivamente.

Após as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de intervir diante da repressão à onda de protestos que já deixou mais de 3 mil mortos no Irã, o país informou a aliados de Washington no Oriente Médio que atacará bases americanas em seus territórios caso haja uma ofensiva contra Teerã.

Segundo a Reuters, dois oficiais europeus disseram que uma intervenção militar americana parecia provável, com um deles afirmando que poderia ocorrer nas próximas 24 horas.

Um oficial israelense também disse que parecia que Trump havia tomado a decisão de intervir.

“Os riscos para o mercado de petróleo decorrentes da crescente instabilidade no Irã são muito maiores do que na Venezuela. Isso se deve não apenas ao fato de o Irã produzir muito mais petróleo, mas também ao maior número de pontos críticos que poderiam comprometer o fornecimento global”, avalia a Capital Economics.

Neste cenário, analistas apontam com preocupação a possibilidade de ataques a campos de produção e um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz, embora a Capital veja esse cenário com baixa probabilidade.

Investidores de energia também acompanharam a divulgação de relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que reafirmou projeções para oferta e demanda de petróleo em 2026, além de reiterar estimativas sobre o crescimento econômico global.

Ainda, os estoques semanais de petróleo e de gasolina dos EUA tiveram alta bem acima do esperado.

Por Matheus Andrade, com informações da Dow Jones.

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