As fábricas de fertilizantes nitrogenados (Fafen) da Petrobras na Bahia e Sergipe entraram em operação neste início de ano.
A unidade baiana teve a manutenção concluída em dezembro de 2025 e está em fase de comissionamento de partida, com expectativa de início da produção de ureia até o fim de janeiro.
No caso de Sergipe, a planta vinha produzindo amônia desde 31 de dezembro e começou a fabricar ureia em 3 de janeiro.
Juntas, as duas Fafen vão produzir amônia, ureia e Arla 32 (agente redutor líquido automotivo), com investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada uma.
A Petrobras estima que a retomada das unidades gerou 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos.
Localizada no município de Laranjeiras, a fábrica de Sergipe tem capacidade para produzir 1.800 toneladas por dia de ureia, equivalente a 7% do mercado nacional.
Na Bahia, a unidade de Camaçari pode produzir 1.300 toneladas por dia. A operação da Fafen-BA contempla também os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, na cidade Candeias.
Para assegurar o fornecimento de gás natural e viabilizar a continuidade da retomada, a Petrobras e a Bahiagás formalizaram um contrato, em dezembro, para movimentação de gás canalizado destinado à Fafen-BA. O acordo vai movimentar 1,2 milhão de m³/dia de gás por meio de gasodutos.
“As duas FAFENs, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), instalada no Paraná, responderão por 20% de toda a demanda de ureia do Brasil. A nossa expectativa é elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, com uma nova planta em construção no Mato Grosso do Sul”, projeta o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.
Os insumos produzidos têm aplicação para o agronegócio, com o uso da ureia como fertilizante e na alimentação de ruminantes, podendo também atender às indústrias têxtil, de tintas e de papel e celulose.
O Arla 32 tem a função de reduzir as emissões no setor de transportes.
