Enel SP

Lula determina investigação sobre falhas na distribuição de energia na região metropolitana de SP

Região sofreu uma série de apagões que perduraram por dias na área de concessão da Enel SP

Lula determina investigação sobre falhas na distribuição de energia na região metropolitana de SP

O presidente Lula determinou que o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) tomem medidas para garantir a distribuição de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo.

O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (12/1).

A região sofreu com uma série de apagões que perduraram por dias na área de concessão da Enel SP

Lula determinou, ainda, que a AGU elabore um relatório sobre as providências adotadas pela Enel a partir da primeira interrupção relevante e que utilize todas as medidas judiciais e extrajudiciais necessárias.

Já a CGU deve identificar a possibilidade de responsabilização dos entes federativos e da Aneel, além de motivos para a morosidade na atuação dos órgãos competentes.

Aneel analisa contrato de concessão da Enel

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), assim com o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a Câmara dos Deputados cobraram do governo federal a possibilidade de intervenção na Enel após as interrupções de energia.

A Aneel está conduzindo um termo de intimação, que avalia o descumprimento do plano de contingência pela companhia. O resultado do processo pode levar à recomendação da caducidade do contrato.

O mais recente apagão ocorreu no início de dezembro de 2025, quando 2,2 milhões de imóveis tiveram o fornecimento de energia interrompido. Alguns dos clientes ficaram até cinco dias sem energia.

No final de 2024, a companhia também enfrentou apagões, com problemas no fornecimento para quase 3 milhões de pessoas. Em novembro de 2023, cerca de 2 milhões de consumidores ficaram sem luz.

O contrato de concessão da Enel vai até 2028 e a distribuidora já pediu a renovação. Já existe uma ação judicial da prefeitura de São Paulo, endossada pelo Ministério Público Federal, para impedir a renovação.

Em nota, a Enel disse que cumpre suas obrigações contratuais e regulatórias, assim como o Plano de Recuperação apresentado em 2024 à Aneel. 

Além disso, afirmou que investiu mais de R$ 10 bilhões em São Paulo desde que assumiu a concessão, e que, para o período de 2025 a 2027, a distribuidora aprovou um plano de investimentos recorde, no valor de R$ 10,4 bilhões.

Sobre o apagão ocorrido no fim de 2025, a distribuidora disse que enfrentou um ciclone extratropical atípico, o qual foi o vendaval mais prolongado já registrado na região, “causando severos danos à rede de distribuição”.

A nota foi atualizada para incluir o posicionamento da Enel SP.

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