25 anos de negociação

Abiquim: acordo Mercosul-UE é marco estratégico para a indústria química brasileira

Segundo presidente da associação, tratado também para eleva padrões regulatórios e de governança do setor

André Passos Cordeiro é presidente executivo da Abiquim e presidente do Fórum do Gás (Foto Divulgação)
André Passos Cordeiro é presidente executivo da Abiquim e presidente do Fórum do Gás (Foto Divulgação)

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) avalia de forma positiva a conclusão do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia.

Para a entidade, trata-se de um marco estratégico para a indústria química brasileira, ao ampliar o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo.

“O acordo representa uma oportunidade concreta de reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado”, afirma o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro.

“Amplia o acesso a mercados, incentiva o intercâmbio tecnológico e cria um ambiente mais previsível e moderno para investimentos, especialmente em áreas como bioeconomia, química de base renovável e energia limpa”, completa.

Segundo ele, o tratado também contribui para elevar os padrões regulatórios e de governança do setor.

“Ao incorporar temas como sustentabilidade, propriedade intelectual e comércio leal, o acordo reforça práticas responsáveis e aproxima a indústria química brasileira das exigências do mercado europeu, o que é fundamental para a competitividade de longo prazo”, diz Cordeiro.

‘Ganha-ganha’

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse que o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul vai fortalecer o multilateralismo, a sustentabilidade e os investimentos entre os blocos.

“Em um momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo”, disse Alckmin, durante entrevista coletiva sobre o tema. “O acordo mostra que é possível construir o caminho de um comércio com regras, de abertura comercial e de fortalecimento do multilateralismo”, acrescentou.

Segundo o vice-presidente brasileiro, a expectativa é que o acordo seja assinado nos próximos dias.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), os blocos negociam para que a assinatura ocorra no próximo sábado (17/1) no Paraguai.

Alckmin disse, ainda, esperar que a vigência do termo comece ainda este ano.

Ele explicou que o Congresso brasileiro ainda precisa aprovar uma lei validando o acordo. Se isso for feito no primeiro semestre, o país não vai depender dos outros membros do Mercosul, disse o vice-presidente.

Alckmin ainda destacou que o acordo Mercosul-UE será o maior do tipo no mundo e é relevante para o comércio brasileiro.

Segundo ele, o bloco europeu foi o primeiro ou segundo destino dos produtos vendidos por 22 estados do país e por 30% dos exportadores.

O acordo também deve promover investimentos e sustentabilidade. “É um ganha-ganha”, disse.

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