A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) avalia de forma positiva a conclusão do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia.
Para a entidade, trata-se de um marco estratégico para a indústria química brasileira, ao ampliar o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo.
“O acordo representa uma oportunidade concreta de reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado”, afirma o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro.
“Amplia o acesso a mercados, incentiva o intercâmbio tecnológico e cria um ambiente mais previsível e moderno para investimentos, especialmente em áreas como bioeconomia, química de base renovável e energia limpa”, completa.
Segundo ele, o tratado também contribui para elevar os padrões regulatórios e de governança do setor.
“Ao incorporar temas como sustentabilidade, propriedade intelectual e comércio leal, o acordo reforça práticas responsáveis e aproxima a indústria química brasileira das exigências do mercado europeu, o que é fundamental para a competitividade de longo prazo”, diz Cordeiro.
‘Ganha-ganha’
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse que o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul vai fortalecer o multilateralismo, a sustentabilidade e os investimentos entre os blocos.
“Em um momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo”, disse Alckmin, durante entrevista coletiva sobre o tema. “O acordo mostra que é possível construir o caminho de um comércio com regras, de abertura comercial e de fortalecimento do multilateralismo”, acrescentou.
Segundo o vice-presidente brasileiro, a expectativa é que o acordo seja assinado nos próximos dias.
Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), os blocos negociam para que a assinatura ocorra no próximo sábado (17/1) no Paraguai.
Alckmin disse, ainda, esperar que a vigência do termo comece ainda este ano.
Ele explicou que o Congresso brasileiro ainda precisa aprovar uma lei validando o acordo. Se isso for feito no primeiro semestre, o país não vai depender dos outros membros do Mercosul, disse o vice-presidente.
Alckmin ainda destacou que o acordo Mercosul-UE será o maior do tipo no mundo e é relevante para o comércio brasileiro.
Segundo ele, o bloco europeu foi o primeiro ou segundo destino dos produtos vendidos por 22 estados do país e por 30% dos exportadores.
O acordo também deve promover investimentos e sustentabilidade. “É um ganha-ganha”, disse.
