Inflação

Energia elétrica foi a vilã da inflação em 2025 e alimentos foram fator de alívio, diz IBGE

Energia elétrica residencial subiu 12,31% no ano e teve o maior impacto no IPCA, enquanto Alimentação avançou 2,95%, uma das altas mais brandas

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprova redução de tarifas de energia elétrica da Enel SP a partir de julho. Na imagem: Conta de luz incluindo valor de bandeira de escassez hídrica (Foto Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Conta de energia elétrica (Foto Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Apesar da trégua em dezembro, a energia elétrica residencial foi a maior vilã da inflação no ano de 2025. Por outro lado, os alimentos ajudaram a deter o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A energia elétrica subiu 12,31% em 2025, subitem de maior impacto individual, uma contribuição de 0,48 ponto porcentual para a inflação de 4,26% registrada no ano.

“A energia elétrica pressionou o IPCA de 2025 por conta de bandeiras tarifárias, mas também por reajustes”, lembrou Gonçalves.

Figuraram ainda no ranking de principais pressões sobre o IPCA de 2025: cursos regulares (alta de 6,54% e impacto de 0,29 ponto porcentual), plano de saúde (6,42% e 0,26 p.p.), aluguel residencial (6,06% e 0,22 ponto porcentual), lanche (11,35% e 0,21 ponto porcentual) e produtos farmacêuticos (5,42% e 0,19 p.p.).

Também pressionaram o índice refeição (4,97% e 0,18 ponto porcentual), café moído (35,65% e 0,18 p.p.), higiene pessoal (4,23% e 0,17 ponto porcentual), empregado doméstico (5,36% e 0,15 p.p.), condomínio (5,14% e 0,12 ponto porcentual) e taxa de água e esgoto (4,50% e 0,08 p.p.).

Na direção oposta, os principais alívios na inflação de 2025 partiram de arroz (-26,56% e -0,20 ponto porcentual), leite longa vida (-12,87% e -0,10 p.p.), aparelho telefônico (-6,27% e -0,05 ponto porcentual), eletrodomésticos e equipamentos (-6,01% e -0,05 p.p.).

Também contribuíram para aliviar o índice seguro voluntário de veículo (-5,67% e -0,05 ponto porcentual), automóvel usado (-2,26% e -0,04 p.p.), batata-inglesa (-13,65% e -0,03 ponto porcentual), feijão-preto (-32,38% e -0,02 p.p.), azeite de oliva (-21,04% e -0,02 ponto porcentual), alho (-15,88% e -0,02 p.p.) e TV, som e informática (-3,73% e -0,02 p.p.).

Alivio em dezembro

A energia elétrica residencial caiu 2,41% no último mês do ano, registrando o maior impacto negativo individual do período (-0,10 ponto porcentual), puxando para baixo o grupo Habitação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo recuou 0,33% no mês e contribuiu com -0,05 p.p. para a taxa de 0,33% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A redução nas contas de luz foi puxada pela entrada em vigor, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, em substituição à bandeira tarifária vermelha patamar 1, que vigorava em novembro e acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo.

Além disso, houve reajuste de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre em 22 de novembro e de 10,48% em Rio Branco a partir de 13 de dezembro.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 0,96%, e o gás encanado aumentou 1,80%.

Alimentação

“Pelos números de 2025, a gente vê claramente a inflação sendo influenciada por alimentação. Os alimentos foram os que mais contribuíram para essa taxa contida. Alimentação realmente foi o principal fator para essa taxa menor do IPCA de 2025”, declarou Gonçalves.

A alta de 2,95% no grupo Alimentação e Bebidas em 2025 foi a oitava mais branda desde a implementação do Plano Real, frisou Gonçalves.

Segundo ele, a safra agrícola recorde de 2025 contribuiu para os alimentos pesarem menos no bolso das famílias e, consequentemente, na inflação. A melhora nos preços também pode ser explicada pela desvalorização do dólar ante o real e por uma redução nos preços de commodities.

Com informações do Estadão

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