Energia nuclear

Eletronuclear diz que foi notificada sobre greve e garante operação e segurança das usinas

Empresa esclarece que "as atividades essenciais serão mantidas conforme previsto nos protocolos internos e nas normas regulatórias do setor"

Vista geral das Usinas de Angra 1 e Angra 2 na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis/RJ (Foto aulo Cruz/MME)
Vista geral das Usinas de Angra 1 e Angra 2 na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis/RJ (Foto aulo Cruz/MME)

A Eletronuclear informou que foi oficialmente notificada sobre a paralisação anunciada por empregados lotados na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, com início previsto para 8 de abril. A empresa esclarece que a greve não compromete a operação nem a segurança das usinas nucleares.

“Isso porque as atividades essenciais serão mantidas conforme previsto nos protocolos internos e nas normas regulatórias do setor”, explicou a Eletronuclear em nota nesta sexta-feira (4/4).

Apenas a usina nuclear Angra 2 estará operando durante a greve, já que Angra 1 vai entrar em processo de manutenção e modernização por 85 dias, a partir do sábado (5).

A empresa informa que, até o momento, não há qualquer notificação ou previsão de paralisação na sede do Rio de Janeiro.

Segundo o sindicato da categoria, o escritório do Rio, que vai ser reduzido de 500 para 50 empregados, com o restante direcionado para Angra dos Reis, fará uma assembleia para decidir sobre a greve na segunda-feira (7).

A Eletronuclear esclareceu que apresentou proposta de acordo com reajuste integral de salários e benefícios pela inflação oficial (IPCA), em um porcentual de 3,69%.

“A empresa lamenta o impasse gerado pelas entidades sindicais que condicionam a assinatura do acordo à inclusão de cláusula que lhes dá participação no poder de gestão da companhia. Dessa forma, a Eletronuclear ficaria obrigada a ter anuência destas entidades para poder modificar normativos internos, o que fere a legislação vigente (art. 138 da lei 6404/1976) e suas próprias regras de governança”, informou.

A estatal também disse não ser verdade a previsão de demissão de 250 trabalhadores. Segundo a companhia, controlada pela União, 133 empregados estão sendo desligados de forma voluntária ao longo deste ano como parte de um plano de demissão implementado em 2024.

Adicionalmente, outros 90 já aposentados serão demitidos este ano. “Essa medida está inserida em um contexto de adequação dos custos da companhia, cujo objetivo é assegurar a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos postos de trabalho”, disse a estatal.

“A Eletronuclear reforça que está aberta ao diálogo com as entidades sindicais, tendo mantido sua proposta de acordo com reajuste integral do IPCA para salários e benefícios. A questão segue agora na esfera da justiça trabalhista e a empresa continua buscando um entendimento, até o momento sem sucesso”, concluiu a Eletronuclear.

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